Portishead
Abril e já temos a música do ano: The Rip, Portishead, álbum Third. Para além da letra, do arpejo, da voz, todas esses fenómenos normais nas canções, existe a construção do fim, aqui, não se sabendo como acaba. Poderia tentar discernir entre o efeito da suspensão, a falta de talento para encerrar a música ou, em última análise, o medo de terminar trechos que nos ultrapassam, mas seria inconclusivo. E escusado, a música não finda por estar concluída, assim, não se sabendo como acaba.
pois é. estou rendida ao seu regresso, também. só aquela, machine gun, é que me desespera - o que é aquilo?
Passo sempre o “Machine Gun” à frente - também não tenho paciência. Eu ainda vou no primeiro nível do disco: “The Rip”, “We Carry On”. Já percebi que há muito mais no disco que estas duas músicas, mas para já ouço-as em repeat.